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Investir na produção é o caminho

A concessão de crédito para bens de produção pode ser o caminho para o desenvolvimento do Brasil.

A opinião é do ministro-chefe da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, Guilherme Afif durante palestra na Associação Comercial de São Paulo (ACSP) nesta segunda-feira, 4.
publicado: 20/02/2014 11h46 última modificação: 23/07/2014 19h00

A concessão de crédito para bens de produção pode ser o caminho para o desenvolvimento do Brasil. A opinião é do ministro-chefe da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, Guilherme Afif durante palestra na Associação Comercial de São Paulo (ACSP) nesta segunda-feira, 4. Para o ministro, a descoberta do caminho do crédito para bens de consumo foi o que tirou o Brasil da crise de 2008, “só que nós não sabemos fazer crédito de bens de produção”, disse ele, citando como exemplo a categoria que mais se formalizou como MEI nos últimos tempos, as manicures: “Elas precisam de uma autoclave para esterilizar seus instrumentos e evitar a disseminação de hepatite C, e uma autoclave custa R$ 2 mil. Se ela quiser crédito para comprar autoclave, não tem. Mas se ela for nas Casas Bahia comprar uma TV de 40 polegadas por R$ 2 mil, tem até 50 meses para pagar. Porque hoje o crédito está em cima do consumo, não está em cima da produção”, explicou. Segundo ele, apesar dos esforços positivos para atingir os pequenos empresários, a dedicação da entidade responsável pelo crédito de bens de produção ainda é focada nas grandes empresas:

“O sistema financeiro só dá prata a quem tem ouro”.

O impacto positivo na economia

Em sua apresentação Afif lembrou o impacto positivo que qualquer ação facilitadora na vida do pequeno empreendedor pode ter na renda e no emprego. “O sonho do proletariado é ser pequeno burguês: o trabalhador quer melhorar de vida, e 64% dos empregados sonham em ter a sua própria empresa. O país tem 8 milhões de unidades de negócios. Se você melhora as condições de renda, o microempresário vai em busca de um empregado . Um emprego a mais por MPE significa mais 8 milhões de empregos, com impacto de 25% na taxa de emprego privado do país, produzindo um impacto positivo sobre 32 milhões de pessoas. É uma ação pequena que traduz-se num impacto muito forte.”

Apoio ao artesanato brasileiro

Um dos temas da palestra foi o artesanato brasileiro, que enfrenta enormes dificuldades em termos de logística. Afif disse que a prioridade do Ministério nesse assunto será o transporte. “Hoje, o artesão brasileiro não consegue ter escala suficiente para ser independente. E os espaços para comercialização são escassos. Por isso, criaremos um ambiente para coletar dados e fazer um grande portal do artesanato. E também vamos adquirir caminhões para transportar os produtos – os veículos serão entregues às coordenadorias de artesanato dos estados. Vai ser uma maneira inclusive de estruturar o artesanato para a Copa do Mundo. Outro desafio será montar feiras por todo o Brasil na época de Natal, para incentivar os consumidores a adquirirem presentes brasileiros ao invés de produtos chineses”.

Simplificar para desenvolver

Afif dissertou sobre os pontos que integram a proposta apresentada à presidente Dilma, com as ações facilitadoras para as MPEs e também reiterou que é preciso diminuir a burocracia para facilitar a vida dos micro e pequenos empresários. “Hoje inicio um grande processo, uma grande campanha no Brasil inteiro para pensar Simples. Eu vou cumprir a minha parte lá no meu pedaço. Mas o Brasil inteiro precisa fazer uma mobilização para descomplicar os serviços públicos e soltar a alma empreendedora que o País possui. O desenvolvimento do Brasil é por este caminho”.

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